100 Anos

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100 Anos de Gloria

O Sport Club do Recife comemora no dia 13 de maio de 2005 100 anos de fundação. O clube entra para a honrosa galeria de clubes centenários, com uma bela história para contar. O Leão da Ilha do Retiro é dono de uma das maiores e fiéis torcidas do Estado.

No dia da festa rubro-negra, o Sport acordou a cidade com um foguetório marcado para às 6h. Ao meio-dia, os rubro-negros foram convocados a participar de um grande buzinaço. Na festa solene marcada para a noite da mesma sexta-feira, uma das grandes novidades foi a apresentação do novo padrão, composto por três padrões oficiais e dois de treino.

A camisa faz uma referência a utilizada no início do século, quando começou a história do time, mas não é uma réplica das utilizadas pelos primeiros jogadores. O uniforme tem duas faixas largas de cada cor (vermelho e preto) na frente e atrás e o número 100 na parte de trás. O preço deve ficar entre R$ 100,00 e R$ 150,00. Dentro de campo, o novo padrão estréia no dia 15 de junho. As listas horizontais são bem mais finas e os números dos atletas ficarão dispostos em uma faixa preta que vai até a gola. O segundo uniforme é branco, com mangas pretas.

Ao longo de 100 anos de história, o Sport tem muitos troféus para expor. Em campeonatos estaduais, os torcedores gritaram na menos do que 34 vezes o bordão: É Campeão!. Desse total, três títulos foram invictos e, de 1997 a 2000, o Leão foi pentacampeão.

Em campeonatos regionais, os títulos mais importantes foram dois: em 1994 e em 2000. Mas o grande orgulho da torcida é mesmo o título nacional de 1987. Em um Campeonato Brasileiro cheio de polêmicas e brigas na Justiça, o time Pernambucano venceu o Guarani na grande final e lavou a alma da torcida, dentro da Ilha do Retiro.

HISTÓRIA - No início do século vários jovens do Recife iam estudar na Inglaterra. Em 1903, Guilherme de Aquino Fonseca, um dos pernambucanos no Reino Unido, voltou da Inglaterra, trazendo na bagagem uma bola de futebol e a paixão com aquele novo esporte. Dois anos depois, à sombra de um sapotizeiro (ainda existente), Guilherme conseguia reunir os primeiros recifenses interessados em praticar foot-ball.

No dia 22 de junho os pernambucanos conseguiram fazer o primeiro jogo, contra a equipe do Eleven, um combinado de ingleses. A partida terminou empatada em 2 a 2. Onze anos mais tarde o time conquistaria o primeiro campeonato pernambucano, façanha repetida em 1917, com o bi . Na década seguinte o Sport vai até o Pará e vence os clubes locais, conquistando o troféu Leão do Norte. Por isso o símbolo do time passou a ser um Leão. De 23 a 25 o Sport conquista o primeiro tri-campeonato da história. Em 28 os rubro-negros faturam mais um troféu e entram na fila, passando 10 anos sem comemorar nada.

Nos anos 40, o Sport monta sua primeira boa equipe e vai até o Sul do País. O time volta da excursão vitorioso, depois de derrotar vários adversários, entre eles o Atlético Mineiro e o Vasco da Gama. Eram os tempos do artilheiro Ademir de Menezes, o Queixada, primeiro grande ídolo leonino. Em 41 o time arranca para seu segundo tri. Ainda nos anos 40, surge no time o jovem Vavá e o Sport fatura os títulos de 48 e 49. Em 1950 a Copa do Mundo acontece no Brasil e uma das partidas, Chile x EUA, é disputada na Ilha do Retiro.

Em 1955, exatamente quando completaria 50 anos, a diretoria rubro-negra estabelece como prioridade o título estadual. Para assegurar o campeonato, o técnico Gentil Cardoso vai treinar o rubro-negro e monta uma verdadeira seleção. Craques como o goleiro Manga estavam no elenco. O time não só foi campeão como bi, em 56. No início dos anos 60 chega na Ilha o meia uruguaio Raul Bettancourt. Extremamente habilidoso e dono de um chute potente, ele comandou o time na vitoriosa campanha do bi em 61 e 62. A partir daí o Sport entrou em declínio.

Enquanto os adversários Náutico e Santa Cruz conquistavam títulos o Sport contentava-se apena em chegar às finais. Foram sete vices seguidos.

Em 1975, quando os rivais já chamavam o Sport de Leão 13, o clube conquistou o estadual. Para garantir o título a diretoria montou uma equipe que ficou conhecida como Seleção do Nordeste. O maior astro era o irreverente Dadá Maravilha. Entre 80 e 82 mais um tri do Sport.

Em 1987, depois de empatar com o Guarani na decisão do Módulo Amarelo, o rubro-negro iria decidir o Brasileiro. Seriam jogos contra o Flamengo e o Inter-RS, campeão e vice do Módulo Verde, a Copa União. Tanto o Flamengo quanto o Inter-RS recusaram-se a disputar as partidas. Sport e Guarani decidiram então o Brasileiro de 87. No primeiro jogo em Campinas, empate em 1 a 1. Mas na final, na Ilha, deu Sport, por 1 a 0. A partir daí, aconteceu uma grande briga judicial entre Flamengo e Sport. O clube pernambucano acabou sendo o vencedor e proclamado legítimo Campeão Brasileiro, disputando a Libertadores em 88.

Na década de 90 só deu Sport. A equipe perdeu apenas três estaduais, e fez a maior série de sua história, o pentacampeonato entre 96 e 2000. Nos campeonatos brasileiros o time também fez grandes campanhas e revelou alguns dos maiores craques da nova geração, como o meia Juninho. Em 98, a equipe comandada pelo habilidoso Jackson terminou o nacional em sétimo lugar.